na mídia

Como parte de sua programação pública, o Pivô Satélite recebe a artista e professora Giselle Beiguelman para uma fala mediada pelo artista Eduardo Montelli. A conversa parte do novo livro de Beiguelman, Políticas da imagem (Ubu Editora, 2021), que trata do estudo da imagem no mundo contemporâneo e sua conexão com um novo regime de vigilância.

https://youtu.be/Sg1ZH01NHIE

Giselle Beiguelman conversa com o jornalista Alexandre Matias. https://youtu.be/v2bibrBPAtI

Giselle Beiguelman conversa com Andre Lemos (UFBA) sobre o livro Políticas da Imagem: Vigilância e Resistência na Dadosfera. https://youtu.be/3rKb1ae_MTs 

Neste episódio, Sergio Amadeu conversou com Giselle Beiguelman, professora livre-docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, sobre o livro Políticas da Imagem: vigilância na dadosfera. Giselle falou sobre como nossa vida está sendo mediadas por imagens criando um campo de tensões e novas disputas no cotidiano. A conversa tratou das políticas da imagem, da formação dos olhares dóceis, de padrões imagéticos, da eugenia maquínica, da biometria operada pelas redes neurais e das estéticas da vigilância que vão compondo nossa realidade imediata.

Assista: https://youtu.be/MuuO_qnsn_U

Programa “Arte em Movimento”.

Apresentação: Giselle Kato.

Assista  →

“Em livro brilhante, Giselle Beiguelman analisa, de forma afetiva e ao mesmo tempo rigorosa, sem recair em conceitos por demais abstratos ou herméticos, a vertigem de imagens que nos acossa pelos mais diversos meios (celulares, TVs, computadores, tablets), configurando uma nova forma de relação com a realidade e de experiência estética em que a imagem ocupou o lugar da intensidade vivida.”

Política da Imagem - FSP

Leia a matéria completa → 

Em O som e a fúria, William Faulkner escreve: “Fui até a cômoda e peguei o relógio, ainda com o mostrador virado para baixo. Quebrei o vidro na quina do móvel e aparei os cacos na mão e coloquei-os no cinzeiro e arranquei os ponteiros e os pus no cinzeiro também. O tique-taque não parou”. A sensação de estar munido de um marcador que não mais serve, ineficiente ao mostrar uma representação falha de uma realidade que não para, é a inquietação sentida ao vislumbrar o mundo depois de ler o novo livro de Giselle Beiguelman, Políticas da imagem – Vigilância e resistência na dadosfera (Ubu, 2021). Ao segurar algo que faz tique-taque e não mostra o tempo, talvez estejamos carregando nas mãos uma bomba: celulares e relógios que têm como funções mais distantes fazer ligações ou mostrar as horas. O texto de Beiguelman nos deixa sem fôlego, com o coração a mil, tomando cuidado para não fazermos movimentos bruscos: estamos com uma granada de imagens nas mãos.

Ao explodir, essas imagens tornam-se infinitas, fragmentadas e pulverizadas no que a autora precisamente chama de dadosfera. Estruturalmente, essas imagens infinitas podem ser entendidas estruturalmente como rizomas ou como constelações, em suas dimensões macro e microcósmicas. Beiguelman nos traz, entretanto, uma visão além do entendimento da estrutura, mas para a compreensão da dinâmica: as imagens proliferam-se pandemicamente, num extremo exponencial gritante. As imagens contaminam-se. Esta contaminação das imagens na dadosfera, dada a leitura análoga à atual pandemia, já é constatada em psicopatologias – como transtornos ansiosos-depressivos – e suas somatizações a partir da fenotipagem digital e do reposicionamento da subjetividade humana. Ninguém passa incólume por estas pandemias. No campo da teoria da imagem, a dualidade do paradigma que Beiguelman nos apresenta vai além da ambiguidade da imagem, esta que, ao mesmo tempo que é estrutural, também é dinâmica. A autora questiona o pathos da imagem, tanto na patologia psíquica e pandêmica, quanto no pathos imagético, conceito caro à filosofia e à estética ocidentais há milênios.

Em tempos assombrosos de fake news e invasão de privacidade, percebe-se que o consumo é intrincado às práticas de vigilância e escaneamento, que se tornam protagonistas nos sistemas contemporâneos de poder. A circulação de dados-imagens é inesgotável, e essas informações pessoais são o produto. Dessa forma, os algoritmos são alimentados para melhor servir as companhias que usufruem deles, forçando o usuário – na dadosfera, todo humano é usuário – a ser bombardeado de imagens-vírus. A inteligência artificial regente subverte, inverte e reverte, simultaneamente, as noções ontológicas e metafísicas sobre o que é verdade, exemplificados pelo deepfake, caso em que é confuso discernir se o que vemos é real: “Quanto mais o discriminador aprende a reconhecer as imagens falsas, mais o gerador aprende a enganá-lo”. O argumento principal de Beiguelman é que, na sociedade contemporânea, as imagens e os dados são infinitos, incessantes e irrefreáveis, pautando as dinâmicas políticas e sociais.

Leia a matéria completa → 

Refletir sobre o estatuto da imagem na contemporaneidade é a proposta de Giselle Beiguelman em seu novo livro, Políticas da Imagem: Vigilância e Resistência na Dadosfera, lançamento da Ubu Editora. A artista, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP e colunista da Rádio USP (93,7 MHz), reúne em seis ensaios a pesquisa que, como ela própria define, “vem gestando” há mais de duas décadas.

“Várias questões foram abordadas em curadorias e obras artísticas que realizei. Mas o livro veio de uma necessidade de sistematizar as particularidades do nosso tempo”, afirma Beiguelman. “Quero compartilhar uma reflexão sobre o aumento exponencial da presença de imagens invisíveis em nosso cotidiano, imagens que nos olham e nos rastreiam, como o reconhecimento facial, e que são legíveis apenas por máquinas. Ou como os sistemas de escaneamento corporal, a disparada da sociabilidade por imagens e sua conversão em lugar de exercício da política.”

Ainda em pré-lançamento, o livro Políticas da Imagem já vem despertando o interesse de estudantes, professores, pesquisadores de cinema, fotografia, audiovisual, artes e também de estudiosos de outras áreas. Está em primeiro lugar em vendagem na Amazon em três categorias: Telecomunicações, Redes Sociais e Criptografia. A edição Kindle já está sendo lançada e a versão impressa chega às livrarias no dia 2 de agosto, segunda-feira.

 

Revista seLecT publica trecho do livro Políticas da imagem de Giselle Beiguelman. 

Leia trechos do novo livro da artista e pensadora, publicados em primeira mão pela seLecT.  → 

Alternar conteúdoNo programa do BazilLab (Princeton University), apresentado por Pedro Meira Monteiro e Sandra Kogut, a a autora fala das imagens na contemporaneidade.

Assista  → 

Nexo’ publica trecho de livro que analisa como a função imagética se relaciona às tensões do debate público. Em seis ensaios, a autora trata de temas como redes sociais, sistemas de escaneamento de corpos e censura digital. 23/7/2021.

Leia o trecho do livro  → 

O #SempreUmPapoEmCasa recebe como convidada a artista e escritora Giselle Beiguelman para falar sobre seu mais novo livro, “Políticas da Imagem: vigilância e resistência na dadosfera”, publicado pela Ubu Editora, em junho de 2021. A conversa, mediada pelo jornalista Afonso Borges, contará com tradução simultânea em Libras.