U.S. Air Force C-119J recovers a CORONA Capsule returned from Space. The C-119J was specially modified for the mid-air retrieval of space capsules re-entering the atmosphere from orbit. On August 19, 1960, this aircraft made the world's first midair recovery of a capsule returning from orbit when it "snagged" the parachute lowering the Discoverer XIV satellite at 8,000 feet altitude 360 miles southwest of Honolulu, Hawaii. (U.S. Air Force photo)

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dadosfera

“Nas redes sociais, as imagens aparecem atreladas ao lugar e à hora em que são produzidas, e são contextualizadas pelos seus algoritmos, em relação a um determinado grupo e segundo padrões internos dos arquivos digitais. É nesse ponto que a cultura do compartilhamento se cruza com a cultura da vigilância.”

“A lógica da vigilância passa a operar segundo um novo paradigma. A ameaça não é mais a de sermos capturados por um olho onipresente do tipo Big Brother. Mas o reverso, o medo de não sermos visíveis e desaparecermos.”

Diferentemente das formas analógicas de registro fotográfico, as digitais são per se relacionais. Carregam consigo não só as informações do dispositivo, localização e horário de quem fotografou, mas também permitem rastrear quem está à nossa volta. Ou você nunca se surpreendeu com o Facebook marcando suas imagens e perguntando quem são aquelas pessoas? Ou com o Google Photos, quando identifica seu filho desde a mais tenra idade nos seus álbuns e dos seus amigos?

(…)

A cultura da vigilância está a tal ponto introjetada no nosso cotidiano que não nos intimida usar um vocabulário tão policialesco como “seguir” e “ser seguido” nas redes sociais.

(…)

Essa situação nos põe diante do mais desconcertante paradoxo da política das imagens na contemporaneidade: somos vistos (supervisionados) a partir daquilo que vemos (as imagens que produzimos e os lugares em que estamos). Ou seja: os grandes olhos que nos monitoram veem pelos nossos olhos.

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dadosfera

A autora propõe, nos seis ensaios deste novíssimo livro, uma reflexão sobre o estatuto da imagem no mundo contemporâneo. Desde o surgimento da fotografia,  e depois do cinema, que o universo das imagens técnicas não conhecia um processo de transformação tão radical quanto o do nosso tempo. As imagens tornaram-se as principais interfaces de mediação do cotidiano, ocupando a comunicação, as relações afetivas, a infraestrutura, as estéticas da vigilância e os sistemas de escaneamento dos corpos na cidade. Ao falar em políticas da imagem, ela defende que as imagens são, para além de lugar da transmissão de ideias e linguagens, o próprio campo das tensões e disputas políticas da atualidade.

Beiguelman associa a invenção e distribuição massiva de smartphones a um novo regime de vigilância, não mais instituído pelo Estado, mas resultado da captação sistemática de dados pessoais, oferecidos deliberadamente pelos usuários às plataformas de mídias sociais – a dadosfera. A incontável produção de imagens nos feeds e stories de redes sociais, câmaras de vigilância e registros oficiais configuram, segundo ela, uma nova estética da vigilância.

Imagem digital, selfies, memes, aplicativos de envelhecimento da imagem, waze e google maps, vídeos deep fakes, escaneamento corporal, a internet das coisas, máquinas de reconhecimento facial, inteligência artificial, projeções de protesto em empenas nas cidades, censura digital, todas essas novidades do mundo contemporâneo são analisadas por Giselle Beiguelman para descrever (e ao mesmo guiar o leitor a reconhecer no mundo a sua volta) o papel da imagem nas relações sociais hoje.

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